Pessoas que agem de forma desonesta em qualquer esfera da vida carregam consigo uma característica inevitável: a falta de caráter se espalha por todas as relações. Não é apenas uma questão de trair a confiança do cônjuge, de manipular familiares ou de enganar amigos e conhecidos. É um padrão que se manifesta também nas oportunidades profissionais, nas negociações e nas relações sociais. Aqueles cujas vidas pregressas se contam em histórias que se ouve por aí, marcadas por enganos, pequenos ou grandes, traem a essência da confiança em cada passo que dão. Boatos sobre acordos descumpridos, promessas quebradas, comportamentos oportunistas, desrespeito às regras e exploração alheia indicam um ciclo contínuo de desonestidade. Essas pessoas não respeitam limites, não reconhecem valores alheios e frequentemente se tornam nocivas, contaminando o ambiente à sua volta. Até mesmo quem tenta se aproximar, acreditar em boas intenções ou construir relações genuínas percebe cedo que há algo que não se sustenta. A única postura coerente diante disso é se afastar.
Há quase dez anos atuo na corretagem de imóveis. Para quem observa de fora, pode parecer apenas tempo acumulado, mas quem vive a rotina do mercado sabe que esse período representa muito mais do que experiência. Ele representa histórias vividas, aprendizados constantes, famílias atendidas, negociações complexas e, acima de tudo, valores preservados. Cada cliente, cada imóvel, cada contrato é uma oportunidade de honrar princípios que são inegociáveis. Desde o início deixei claro que não estava apenas vendendo imóveis. O que entrego é confiança, segurança e respaldo de quem conduz cada transação com ética, transparência e seriedade.
Meus clientes me procuram justamente por isso. Eles sabem que não encontrarão atalhos, truques ou embustes, mas alguém que defende seus interesses com lealdade e que oferece segurança em cada etapa do processo. Cada negociação é guiada pelo compromisso com a honestidade, mesmo quando isso significa perder uma oportunidade momentânea. Não trabalho com aventureiros nem com pessoas que tratam a vida como um jogo de esperteza. Trabalho com famílias de conduta ilibada, que reconhecem que a transparência é um valor essencial. Esse alinhamento de princípios é o que sempre me manteve firme e respeitada.
O ano de 2025 trouxe à tona, de forma ainda mais clara, a face obscura do setor. Foi o período em que precisei investir mais em retaguarda jurídica, não por estratégia de marketing, mas por necessidade real. Existem vendedores e construtoras que confundem parceria com exploração, que buscam se apropriar da credibilidade que construí com trabalho árduo e relacionamentos sólidos. Existem também compradores que acreditam que o corretor pode ser usado apenas como fonte de informações, para depois ser descartado como se fosse irrelevante. Ambos se equivocam profundamente. Nenhuma dessas posturas é sinal de inteligência; são evidências de caráter falho, de quem não respeita limites nem valores.
É comum ouvir histórias de profissionais que se deixaram envolver por esse tipo de comportamento e acabaram prejudicando sua reputação de forma irreversível. São relatos de colegas que tentaram “driblar” contratos, de construtoras que ignoraram cláusulas essenciais, de clientes que buscaram informações privilegiadas para contornar processos. Tudo isso evidencia uma regra simples: quem não respeita princípios mínimos em sua vida pessoal não terá escrúpulos em compromissos profissionais. O resultado é previsível: conflitos, desgaste, perdas financeiras e, em muitos casos, processos judiciais.
Existe ainda uma terceira figura, muitas vezes esquecida, mas igualmente nociva: o concorrente desleal. Em vez de se fortalecer pelo mérito próprio, prefere se aliar a embusteiros e se colocar ao lado de quem tenta fraudar processos. Eles acreditam que ninguém percebe, mas estão enganados. O mercado tem memória e mais cedo ou mais tarde todos os que agem assim são arrolados, expostos e responsabilizados. Essa dinâmica, que poderia ser evitada com integridade e transparência, apenas reforça a necessidade de trabalhar com ética como base de qualquer relação.
Minha atuação hoje é blindada. Noventa e cinco por cento dos problemas que poderiam consumir minha energia são prevenidos pelos processos que adotei e pelo respaldo jurídico que sustenta meu trabalho. Os cinco por cento restantes, aqueles que ainda tentam testar os limites, encontram um muro de firmeza. Não porque eu busque confronto, mas porque aprendi que respeito não se pede: se impõe. Quem confunde minha boa-fé com fragilidade logo descobre que comigo integridade é regra e, quando ela não é suficiente, o judiciário resolve.
Essa postura não surgiu por acaso. É fruto de observação constante, de experiências vividas e de análise de situações em que a ética foi deixada de lado. Ao longo dos anos, aprendi a reconhecer sinais de alerta, padrões de comportamento e histórias pregressas que indicam riscos. Isso permite atuar preventivamente, evitando que problemas se tornem crises. A experiência acumulada, combinada com a robustez jurídica, garante segurança para meus clientes e estabelece limites claros para quem tenta se aproveitar.
Sempre repito uma frase de Tim Maia que se encaixa perfeitamente nesse contexto: “se o malandro soubesse como é bom ser honesto, seria honesto só por malandragem”. Essa verdade se comprova todos os dias. Quando a negociação é conduzida com lisura, os frutos são duradouros. Já tive clientes que voltaram anos depois, não apenas para adquirir novos imóveis, mas para indicar amigos, colegas e até filhos. Isso não se conquista com atalhos ou trapaças, só se conquista com respeito.
Atalhos podem até render ganhos momentâneos, mas destroem a reputação. E reputação, no mercado imobiliário, é o ativo mais valioso que existe. Uma vez perdida, dificilmente se recupera. É por isso que sigo firme no propósito: ser correta não é apenas nobre, é também inteligente e estratégico.
Além disso, a ética gera um efeito cascata positivo. Clientes que percebem seriedade e transparência se tornam aliados, divulgam boas experiências e fortalecem a credibilidade do profissional. Cada negociação bem conduzida reforça uma rede de confiança, transformando o mercado em um ambiente mais seguro e previsível. Esse efeito não é imediato, mas é duradouro e inestimável.
Para quem ainda duvida do valor da minha postura, deixo um lembrete: informe-se com meus clientes. São eles que oferecem a visão mais realista do que esperar de mim. E essa visão é clara: resultados sólidos e experiências positivas para quem age dentro da conduta correta, firmeza jurídica e justiça para quem segue por caminhos tortuosos.
Ao longo de uma década, aprendi que transparência não admite desvios, confiança não se improvisa e a malandragem sempre cobra sua conta. Integridade é minha primeira linha de defesa, o judiciário a segunda. Essa é a ordem, essa é a postura e dela não abro mão.
O ano de 2025 ficará marcado como divisor de águas. Foi o ano em que entendi que, por mais que a ética pareça óbvia, ela precisa ser reafirmada diariamente. O futuro do setor não será definido pelo desaparecimento dos ardilosos, porque eles sempre existirão, mas pela firmeza dos profissionais que se mantêm fiéis a seus princípios.
O mercado imobiliário é um reflexo da vida. Onde há caráter, há estabilidade. Onde há ética, há segurança. Onde há transparência, há confiança. Todo o resto é risco, incerteza e desgaste. Por isso, minha atuação não é apenas profissional, é uma extensão de princípios que definem quem eu sou. Quando me afasto de situações e pessoas nocivas, não estou apenas protegendo meu trabalho, estou preservando um padrão que garante resultados confiáveis e relacionamentos duradouros.
Se ainda houver alguém que acredita que pode se aproveitar da minha dedicação, adianto: não perca tempo. Aqui não existe espaço para conversa fiada. Aqui respeito não é favor, é exigência. E para os que ainda cogitam testar, repito com toda clareza: tentem. Apenas tentem.